Posse na Academia Poética Brasileira, seccional Paraná

DISCURSO DE ACOLHIMENTO

(*) Mhario Lincoln


Aos novos membros da Academia Poética Brasileira

Obrigado a todos que aqui estão presentes. Obrigado à Diretoria, voluntários e funcionários da ACRIDAS – Associação Cristã de Assistência Social, benfeitores de um trabalho que merece de nós toda a força e aplausos, além de orações de agradecimento a esse grupo de pessoas que luta, a pro, quem necessita de calor humano.
Calor humano que também recebemos não só dos membros no Brasil, mas dos Cônsules da Academia Poética Brasileira eleitos em vários países, dentre eles, no Uruguai, a Consulesa ROSSANA AICARDI CAPRIO, nos Estados Unidos, a Consulesa LUCIA BORGES, em Portugal a Consulesa CARMO VASCONCELOS e o Consul LUIS A.R.BRANCO, na Inglaterra, a Consulesa SONIA PALMA, e na Holanda, a consulesa MARCIA DA COSTA LARANJEIRA. 
A Itália e a Argentina são representadas, aqui no Brasil, pelas Consulesas MÔNICA PUCCINELLI e ISABEL FURINI, respectivamente.

Caríssimos membros da Academia Poética Brasileira. 
Empossandos.

A Palavra de Deus, através de Provérbios 16:16 ensina que a Sabedoria, quanto melhor adquirida, vale mais que ouro. E é essa sabedoria, impressa com prudência e abnegação nas grandes obras, que acaba imortalizando os nomes de quem as escreve, estes, reunidos em instituições acadêmicas.
A Academia Poética Brasileira é uma dessas instituições. 
Mas, completamente livre de vínculos políticos ou de cunho empresarial-financeiro, pois também acredita que a Sabedoria valha muito mais que ouro.  
Neste Sodalício, que ora empossa dois novos membros, busca-se única e exclusivamente levar à imortalidade a sábia produção literária e artística de seus integrantes, seja impressa ou anexa às redes sociais. 
Aliás, sobre essa imortalidade, ouvi de Josué Montello, meu conterrâneo e membro da Academia Brasileira de Letras: 
“A repetição do nome conduz à ressurreição da obra literária. Uma geração vai, outra geração vem, e assim como repetimos os nomes dos nossos antecessores, nossos sucessores repetirão o nosso nome, com igual sentimento de veneração afetuosa”. 
Este é o milagre da imortalidade literária.

Desta forma, nomes como o do meu conterrâneo Gonçalves Dias nunca teriam sido imortalizados, não fossem suas obras e a forma como elas foram construídas. Bom lembrar que mesmo com saúde frágil, marcado pela discriminação racial por ser mestiço, nos deixou um tão importante legado literário de poesias, poemas, sonetos, cantos de saudade, de amor à Pátria e a outros amores, além de traduções ricas dos originais de Heine, Dante entre outros, num domínio elogiável da metrificação. 

Também li, certa vez, em um parágrafo do acadêmico Eduardo Portella, (ABL), algo que ratifica como uma obra pode ser imortalizada com méritos. Referindo-se à produção intelectual de Joaquim Nabuco, disse Portella: 
“ (...) era um intelectual orgânico e que não vacilou em atravessar o grande rio da consciência política, ou humana, para, na outra margem, denunciar as imposturas sociais, institucionalizadas e protegidas pela elite do poder. Mesmo que lhe custasse a incompreensão, o murmúrio furtivo, e o isolamento (...)”. 
Ao refletir sobre o texto, imediatamente lembrei das lutas e das qualidades do empossando Olinto Alves Simões, cujas características carismáticas, que dispõe em suas obras, o fizeram, antecipadamente, também tê-las na imortalidade, sejam poesias ou prosas. 

Ao professor Olinto Simões, tais relatos citados por Portella, são perfeitamente vestíveis a sua elogiável produção sócio literária, como vestível e devidamente assentada em sua alma, está a Manta Universal de Posse da APB. 
Por isso, caros membros-efetivos da seccional Paraná, a Academia Poética Brasileira recebe os empossandos, igualmente, como trabalhadores intelectuais, porque tem certeza absoluta que ajudarão a construir essa ponte sólida entre ‘homo sapiens’ (conhecimento) e o ‘homo faber’ (divisão do conhecimento), sem esquecer da indiscutível participação do ‘homo ludens’, (ação do conhecimento), esta última designação, como aprendi em livro do professor e historiador holandês, Johan Huizinga.
E nessa grande travessia entre o Sapiens, o Faber e o Ludens, por que não acreditar que tudo isso é recorrente à vontade de Deus? 
Sim, porque só a bondade de Deus pode conceder às pessoas suas capacidades, habilidades, perspicácia, criatividade, talentos naturais para as artes em geral.
E foram essas habilidades na escrita e o talento pessoal do empossando Paulo Roberto Pereira da Cunha, emérito teólogo, formado pela FTSA - Faculdade Teológica Sul Americana, que o fizeram ser eleito por unanimidade coerente, para uma cadeira neste Sodalício. 

 

Destarte, nesta nova casa da convivência amiga, os hoje empossandos encontrarão grandes oportunidades para dar expansão às excepcionais qualidades de seus corações. 
Bem-vindos à nossa convivência, cujo maior salário a ser pago é a consciência de que a Sabedoria é o maior tesouro sobre a Terra, legado esse nos deixado por Deus e cantado por Salomão, que em Provérbios 3:13-16, nos ensinou: 

 “Feliz o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento; porque melhor é o lucro que ela dá do que o da prata, e melhor a sua renda do que o ouro mais fino. Mais preciosa é do que pérolas, e tudo o que podes desejar não é comparável a ela. O alongar-se da vida está na sua mão direita, na sua esquerda, riquezas e honra.”
Amém!


Obrigado a todos.

Mhario Lincoln
Presidente da Academia Poética Brasileira
31/03/2018.

Acadêmicos da seccional Paraná, da Academia Poética Brasileira. Ao lado: Luciah Lopez, abaixo, Silvana Mello, Osmarosman Aedo, Vanice Zimerman e os empossados, Paulo Cunha e Olinto Simões.

Sede: Curitiba - Paraná

Envie seus trabalhos para mhariolincolnfs@gmail.com