Discurso de posse: Olinto Simões

APRESENTAÇÃO

Saudações Convencionais

Cheguei Aqui, Trazendo Para Vocês, 37.843.200 Minutos – 259.200 Minutos - 16.128 Minutos. Um Total De 381.118.528 Minutos. Fazem ideia do que seja isso?

Em Cada Minuto, Pude Desfrutar De 60 Segundos. O Que Me Deu Uma Vivência
De 22.867.111.680 Oportunidades De Aprender.

O Que Aprendi..., Não Importa..., 

Não Posso Contar...,
Me Deram 10 Minutos Para Que Eu Justificasse...,

O Que Fiz Para Chegar Até Aqui
Então, Resumindo..., Vivi..., 
72 Anos, 6 Meses E 28 Dias
Enfim..., 
Aqui Estou.

O PATRONO DA CADEIRA


OLAVO DE CARVALHO

Foi-me dada a prerrogativa de escolher o "Patrono" da cadeira que ocuparei nesta Casa. Entre os possíveis, fiz escolha daquele que mais se identificava comigo, ou eu com ele.
Como Patrono da cadeira que hoje ocuparei..., "Olavo de Carvalho". 
Algumas similaridades dele para comigo, levaram-me a essa escolha. Nasceu em 1947, e eu aqui já estava há dois anos.
Ele é Filósofo, Ensaísta, Jornalista e Professor, até aí, nada de mais, porque também sou, mas, há uma ressalva que deve ser feita, excluir da minha formação o Jornalismo, e incluir, Economia e Parapsicologia. 
Ele, desde sempre, é considerado um polemista..., ah..., eu não..., não, não..., não. Nosso amado presidente e alguns amigos que hoje me honram com a presença, que discorram sobre o como me conhecem. Polêmica, em termos de Humanismo, Filosofia, Literatura, Educação, Poesia..., o coisa boa. 
Ele, o patrono e eu, discordamos num ponto, para que nossa ligação seja mais verdadeira. Como disse Nelson Rodrigues, "Toda Unanimidade É burra", nós então não nos afinizamos num dos principais pontos de vista que temos. Ele é um ferrenho "Conservadorista", e eu, um adepto do "Modernismo", mas, com algumas exceções.
De comum acordo, combatemos as ferramentas do atual estado de coisas da intelectualidade brasileira, que premia o que não presta e fecha portas ao que tem qualidade. 
 
Olavo de Carvalho foi jornalista na Revista Planeta, e eu, leitor inveterado dessa revista desde o "número 1" dela. 
Na área de filosofia, escreveu e apresentou dois trabalhos acadêmicos: "Estrutura e Sentido da Enciclopédia das Ciências Filosóficas de Mário Ferreira dos Santos" e "Leitura Analítica da 'Crise da Filosofia Ocidental' de Vladimir Soloviev".
Dos trabalhos que desenvolvi pesquisa, escrevi e apresentei, o que mais gosto é a "Estrutura Do Convívio Social No Âmbito Profissional E Meio Acadêmico", isso em 1983, que já há 35 anos, eu alertava para o caos que se instalava na Educação Brasileira. 
Olavo de Carvalho optou pelo estudo da filosofia de forma autodidata. Eu também. Estudou religiões comparadas. Eu também. Astrologia Tradicional. Eu também. Estudou artes liberais. Eu também. Quando preparado, elaborava apostilas que se tornariam livros, e a atuar como professor por conta própria. Eu também.
Uma das ideias de Olavo de Carvalho com a qual corroboro é que a consciência do indivíduo deve ser preservada do coletivismo governamental. As instituições e meios de comunicação ou quaisquer grupos de opinião são perniciosos à inteligência humana. Olavo de Carvalho..., é um pensador e combate com seriedade, a tirania das ditaduras. Eu também.
Ele tem 21 livros publicados. Eu tenho 23 escritos, 5 editados, 11 registrados e 7 ainda na gaveta. Nós defendemos que a pessoa leia tudo que seja possível para não se transmutar numa metamorfose inversa.
Eu tenho um livro, intitulado, "Bom-sai Humano", ele um intitulado..., "O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota".
Olavo de Carvalho é o Patrono, mas, na cadeira, hoje..., sento eu.

ALQUIMIA CONSCIENTE

Vejo-me entre adormecido e desperto,
Viajante de um tempo que não passa,
Em que dias e noites não se completam,
Não se misturam..., não se seguem.

Chronos..., ao que parece...,
..., Deixou de existir.

Tenho um corpo que não reage a clima.

Nada sinto à volta, acima..., abaixo,
Só o coração..., esse teimoso Poeta,
Persiste na ação de versar sentimentos.

O que pensei como um grande vazio,
Foi-me afastamento da realidade,
Um flutuar no espaço oposto à lua,
Longe do sol que ilumina o planeta.

Não preciso de iluminação zenital,
Tenho..., luz própria remanescente,
Sem nuvens que a escondam.

Ao longe ouvi acordes.

Intrigado com o som no vácuo,
Entendi que não era ouvido,
Mas, acontecido, era percebido.


O que foi percebido dava alegria,
Choro feliz, mescla de sorriso doce,
Lágrima salgada...,
E a pétala retirada por crendice impura,
Retornava ao pistilo solitário...,
Completando-o.

Não sendo apenas, um fonema.

Contempla-me o todo,
Como uma preposição,
Que se coloca entre verso e rima,
Na locução perfeita que exprime,
Imperativa e firmemente um...,

"Fiat Persona"..., !

E eu que ninguém era,
Passei alguém a ser.

Ser, se outro alguém me procurasse,
Ser, mesmo que em solilóquio,
E agora entendo que os acordes percebidos,
São minha essência em escala perfeita.

Notas em diapasão de cristal cósmico,
Afinadas na imensidão do infinito,
Onde definitivamente me encontro.

Finalmente posso garantir...,
Que sim, agora..., eu sinto.

O paladar que sinto é prazeroso,
O tato que sinto exprime contato.
        
Não importa o nome que me deram.

O que percebo finalmente, é a realidade,
Não tenho limites, princípio, nem fim...,
Eu simplesmente...,

..., SOU...,

EU..., "EXISTO"!

Olinto Simões – 31/03/2018 

"Não importa o nome que me deram.

O que percebo finalmente, é a realidade,
Não tenho limites, princípio, nem fim...,
Eu simplesmente...,

..., SOU...,

EU..., "EXISTO"! (...)"

Olinto Simões

Não havia sofrimento, o tempo era estático,
Sem criar passado no presente permanente,
Mutava-me ao futuro que não acontecia,
E apagava as lembranças de tristezas.

Nessa confusa situação espúria,
Percebi..., que percebia..., a tudo,
Mas..., não..., eu não "sentia",
Física ou corporalmente..., nada.

Nem razão, nem emoção,
Nem suavidade de murmúrio,
Nem apoteose de orgasmo,
Nem fome, nem saciedade.

Sem angústia ou consolo,
Via-me num intermezzo mediúnico,
Inteira e plenamente consciente,
Entre o possível e o impossível,
O finito conhecido e o infinito buscado,
Era-me eu..., um advérbio simples, 
Sem circunstância temporal.

Me modificava de maneira tal,
Para que eu me encontrasse,
Incluso a um verbo primal,
Substantivo próprio,
Adjetivo de qualidade,
Pronominado como...,
Artigo definido singular,
Ligando sujeito e predicado,
Numa sentença fonética,

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