Cirlei Fajardo

SOB O OLHAR DOS PÁSSARO

Foi a mata bordada

a coragem da vida,

de toda tua lida,

Oh! caçador Poty?

 

 Em teu peito pulsou
esta flora rendada,

a fauna encantada

e a doce virgem Jacy?

 

 Com toda certeza

no rico entorno

sobre nua ramada,

o amor se revelou

com tanta beleza,
em aconchego morno
da gentil amada,

sob olhar dos pássaros...

Com toda certeza

no rico entorno

sobre nua ramada,

o amor se revelou

com tanta beleza,
em aconchego morno
da gentil amada,

sob olhar dos pássaros...

Oh! bravo guerreiro!

foram-se os passos

entre mares de lama

do denso atoleiro?

 


Onde tua virgem,

onde tuas matas,

puras cascatas

rios cristalinos?

NA DANÇA DAS FOLHAS

A esteira vira leito e no perfume das ervas  deixo-me curar pelo canto das matas...
As folhas dançam marcando

o compasso ao meu redor

na fumaça do seu cachimbo...
Sou jardim que ele cuida...

pedaço de chão semeado...

fecundo solo plantado...

caboclo não fala nessa hora...

ele é folha... ele é fecha lançada.

 

Cirlei Fajardo
19 de abril de 2019.

Triste mas real... se o homem não cuidar da natureza um dia não teremos nada... nem se querer a lembrança... de que um dia aqui... existia um povo que cuidava de tudo.... habitavam as matas... e lá eram felizes e criavam seus filhos com todos os seus costumes e tradições... onde pintar a face de vermelho era algo normal usando a semente de urucum nas cerimônias e festas organizadas por seus pajés... suas mulheres podiam andar com os seios à mostra sem receio e perigo e o sol lhes cobria o corpo que andava descalço por onde caminhavam...  o conhecimento vinha dos mais velhos e a cura da natureza que os brindava com tudo que precisavam e nada lhes cobrava... mas na prepotência do homem que acha que tudo sabe... foram catequizados e vestidos... alguém os chamou de índios... caboclos... eu os chamo de homens... habitantes desta terra.

Cirlei Fajardo

Os Índios e Tradições 

Quando...
O Brasil foi descoberto 
Eles já estavam aqui.
Nesta terra, neste chão 
Viviam seus direitos 
Seus costumes e Tradições.

Adoravam, os seus Deuses!
Como o Sol e o Luar
Contemplavam as Estrelas 
Usavam lindos Colares!
Gostavam de se pintar!
E nas danças, festejavam. 


Construíam as suas Locas
Com Palhas e Sapê,
Caçavam, pescavam e plantavam
Seus alimentos, não faltavam. 

Hoje...o povo Indígena 
Luta para vencer.
Suas terras conquistarem 
E voltarem a viver,
Sem guerras e incompreensão!
Neste País, Brasil,...a 

sua Nação. 

Maria José da Silva 

FOGO ETERNO
(para o poeta Kleber Lago, Mestre dos sonetos)

De João Batista do Lago


Quando o grande espírito soprou vida
Céus, terra, mares foram criados;
Mas sentindo necessidade ainda
Tupã riscou o caos criando o homem.


Em outro estrondo criou os animais,
Para em seguida dar vida aos vegetais.
Depois ensinou ao homem agricultura,
Artesanato e caça. Aos Pajés deu a cura.

Seguindo ritual fez Guaraci viver
Para companheira criou Jaci,
Amantes d’encontro nunca ocorrido.


Então Tupã desposa Jaci ― a deusa —
Deixa o Sol arder eterno sem musa:
Guaraci erra eterno em línguas de fogo!

Sede: Curitiba - Paraná

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