Texto: Sonia Palma

(Representante/convidada para representar a Revista Poética Brasileira no evento).

Preocupados com a paz mundial, ativistas, iniciativas de paz, políticos, acadêmicos, pesquisadores, estudantes, empresários, jornalistas, líderes religiosos e outros interessados, vindos de diversas partes do mundo, estiveram reunidos no Fórum Mundial da Paz (World Peace Forum), em Luxemburgo (24-25 de maio) para a troca de experiências e a busca por melhores iniciativas sobre o tema. O evento nasceu em 2006, a partir de uma conferência internacional realizada em Schengen, organizada por um grupo de pessoas preocupadas com a paz mundial. Desde então, o Fórum vem crescendo e recebendo
apoiadores.

A “Associação Mulheres pela Paz” esteve presente representada por: Alexandra Magalhães Zeiner - escritora e Embaixadora da Paz, no âmbito do Círculo de Embaixadores da Paz - Genebra, Suíça; Sonia Palma, educadora ambiental e escritora radicada na Inglaterra; Fátima Nascimento, educadora escritora radicada na Alemanha; e, Andrea Frommet, educadora e escritora radicada em Liechtenstein. As três ativistas são brasileiras e têm
desenvolvido trabalhos em projetos com o tema da Paz, na Europa.

Durante o evento em Luxemburgo, o percurso da associação, que nasceu como um movimento, foi apresentado e recebido com aplausos: em agosto de 2014, após participar do Augsburger Friedensfest, Dia da Paz de Augsburg, cidade do sul da Alemanha, onde, há mais de 365 anos, a Paz é celebrada, Alexandra idealizou a organização do evento “Mulheres pela Paz”, o que culminou no Dia Internacional da Mulher no Espaço Cultural Annahof.

A partir de então, um “movimento” com a assinatura “Mulheres pela Paz” se fez presente em vários eventos da Europa, sempre com o objetivo de entrelaçar mulheres de várias vertentes culturais e educacionais, com o propósito pacifista. Como exemplo, em 2015, autoras(es) e artistas de vários países se juntaram à comunidade de Augsburg para festejar
o Mulheres pela Paz 2015 - Frauen für Frieden. Em seus países de origem: Eslovênia, Colômbia, Áustria, Panamá, Brasil, Inglaterra e Alemanha, Japão, USA, esses participantes
se dedicam a projetos sobre o tema Paz. Em março de 2016, no Dia Internacional da Mulher, “Mulheres pela Paz” se fez novamente presente durante o segundo Sarau da Paz,
na Biblioteca Central da cidade de Augsburg.

Os eventos realizados em Augsburg têm contado com apoio de várias entidades, como: o Consulado Geral do Brasil em Munique; o Departamento de Meio Ambiente, Integração e
Intercultura de Augsburg; a Casa de Todas Geraҫões; a Associaҫão de Trabalhadores Samaritanos; a Associaҫão de Mulheres Imbradiva, (de Frankfurt); a Heranҫa Viva (de
Lichtenstein); e o Varal do Brasil (de Genebra).

Já como uma associação, “Mulheres pela Paz” teve uma participação muito positiva no Fórum Mundial da Paz, em Luxemburgo, e a experiência no evento foi enriquecida durante
a entrega dos prêmios por ações efetivas de Paz, quando palavras importantes, sobre a vida que dedicam em nome de uma cultura de paz, foram ditas pelos premiados. Sobre o
tema e a experiência no evento, nós “Mulheres pela Paz”, temos a dizer:

Alexandra Magalhães Zeiner:

Em 2015 representei a presidente do Círculo Universal dos Embaixadores da Paz, Madam Gabrielle Simond, no Encontro Mundial de Jovens pela Paz no Egito. Durante a ocasião Dominicus Rohdes, presidente do Shengen Peace  Foundation,
conheceu meu trabalho na Alemanha  e enviou-me o convite para o evento em Luxemburgo junto à todas apoiadoras da Associação Mulheres pela Paz. Andrea Frommelt, de

Liechtenstein; Fatima Nascimento, da Alemanha e Sonia Palma do Reino Unido aceitaram o desafio e, juntas, participamos ativamente durante os dois dias de intensas atividades do Fórum. Durante a ocasião, Fatima Nascimento e eu fomos eleitas como parte da diretoria do Shengen Peace 

Foundation Germany. Andrea Frommelt e Sonia Palma foram
convidadas a compartilharem os ideais do Fórum em seus respectivos países, para continuarmos o trabalho iniciado de forma coletiva e solidária pela paz.

Fátima Nascimento:

Como educadora e escritoras de livros infantis, sei como é importante

acreditar na Paz e ensinar às crianças que também acreditem. Pois só a Paz pode mudar o

mundo. Há 3 anos participo do encontro mulheres pela Paz em Augsburg, Alemanha, tendo como frente de organização Alexandra Magalhaes Zeiner, Embaixadora da Paz. Em 2016

encontro aconteceu em Liechtenstein, com o apoio da presidente da Associação Herança Viva de Liechtenstein Andrea Frommelt. Fui convidada, pela Embaixadora da Paz

Alexandra Magalhaes Zeiner, para também participar do Fórum em Luxemburgo. Durante a ocasião, fui eleita como parte da diretoria do Shengen Peace Foundation Germany. Fiquei

muito feliz em poder fazer parte desta ideia e de juntas, com Alexandra Magalhaes Zeiner,

Andrea Frommelt e Sonia Palma, levarmos à frente este trabalho lindo, juntas pela Paz.

Andrea Frommelt:

Como presidente da Associação Herança Viva de Liechtenstein, organizei este ano o primeiro encontro Mulheres pela Paz no Principado, o qual reuniu mulheres residentes na Alemanha, Áustria e Suíça. A Embaixadora da Paz na Alemanha foi nossa convidada

especial e seu trabalho foi reconhecido pela presença do Senhor Ministro Dr. Thomas Zwiefelhofer, o qual apoiou minha participação ativa no Fórum da Paz em Luxemburgo. Isso prova a importância do trabalho de base que temos conduzido em Liechtenstein e muito nos incentiva para a realização de eventos futuros pela paz no Principado.

Sonia Palma:

A participação no Fórum trouxe conhecimentos novos e constatações antigas
sobre o tema. Para pensarmos a paz, os depoimentos e palestras nos mostraram, antes, o estado da guerra, seus custos, suas consequências. Quando faço, então, uma reflexão sobre a filosofia da guerra, me lembro da resposta de Freud a Einstein, sobre se seria possível “libertar os homens da fatalidade da guerra?”. Segundo Freud, a guerra traz à tona um aspecto primitivo do ser humano, pois “o homem tem dentro de si o prazer de odiar e de destruir”.  Sou educadora e acredito em meios capazes de mudar valores, atitudes e
comportamentos que visem promover a paz no sentido da justiça social. Sou adepta da arte, em todas as suas formas, para esse fim. Damos passos pequenos, mas a cultura de paz deve estar presente em todos os aspectos da educação. É imprescindível educar para que todos sintam que o sofrimento das pessoas é mais importante do que os interesses do conflito; que o impacto humano é mais importante que o impacto político-econômico de uma guerra.

Fórum Mundial da Paz (World Peace Forum) 

Em Luxemburgo

Sede: Curitiba - Paraná

Envie seus trabalhos para mhariolincolnfs@gmail.com